IBPecan se reúne com diretor do DSV MAPA

A reunião virtual realizada no dia no início do mês de novembro, reunião os dirigentes do IBPecan e o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do MAPA.


A reunião realizada na noite do dia 04 de novembro, ocorreu via webconference através da plataforma Google Meet, onde na oportunidade os dirigentes do IBPecan e o diretor do departamento de sanidade vegetal do MAPA, conversaram sobre as orientações sobre as exigências fitossanitárias para abertura do mercado de exportação da noz-pecan.


O diretor comercial do IBPecan Eduardo Basso, relatou que a instituição recebeu convite através do MAPA, para participar da rodada de negócios com os adidos agrícolas brasileiros de vários países, e através destes contatos e dos retornos dos adidos agrícolas, é que se teve informação sobre alguns procedimentos que precisam serem efetivamente realizados, considerando que alguns países não possuem mercado aberto para importação de noz-pecan do Brasil. Relatou também, que a entidade está se organizando como cadeia produtiva para exportação, considerando a previsão de expansão dos pomares nos próximos anos, o mercado interno terá grandes desafios para absorver a alta oferta.



O diretor do DSV (Departamento de Sanidade Vegetal - MAPA) Carlos Goulart, relata que o padrão de qualidade não é algo estipulado pelo governo e sim de forma privada, sendo o certificado fitossanitário emitido exclusivamente pelo governo. Relata que a abertura de mercado de exportação pode se estender por meses ou anos, dependendo das exigências e do interesse de cada país no produto a ser exportado. O diretor relata que o MAPA possui o chamado ‘’fito simples’’, mas que cada caso precisa ser tratado individualmente conforme as exigências de cada país.


Sobre a abertura do mercado de exportação para China, Eduardo cita que em uma viagem de negócios realizada ao país, foi descoberto que o país não possuía mercado aberto para o Brasil, e não havia conhecimento que o país produzia noz-pecan. Neste momento e deu-se início ao processo para abertura de mercado e que está em andamento a pouco mais de 1 ano. Questionado sobre os próximos passos a serem realizados para dar andamento no processo, Carlos Goulart relata que é bem importante que os importadores contatem o governo chinês e reforcem sobre o interesse na importação.


https://www.ibpecan.org/post/produtores-buscam-reavalia%C3%A7%C3%A3o-da-tributa%C3%A7%C3%A3o-e-abertura-do-mercado-externo-para-a-noz-pec%C3%A3


Carlos Goulart relata também que o MAPA não é um anuente obrigatório nas exportações, e se o país não possui exigências, o processo não precisa necessariamente passar pelo MAPA, mas ressalta que todo processo é completamente individual e precisa ser tratado conforme as condições e exigências de cada país. O diretor informa que cada país tem suas exigências, e que pode haver contestação, mas precisa haver comprovação e ser tratado de forma individual e que este processo de forma geral costuma ser demorado, por isso a necessidade de se organizar com antecedência.


Sobre a questão do ‘’Minor Crops’’, Demian Segatto, vice-presidente do IBPecan, relata que existe uma grande dificuldade para registro de produtos que possam ser utilizados para nogueira-pecan, e que em reunião da Câmara Setorial da Noz-Pecan, foi citada a mudança de grupo em que ela foi enquadrada como Minor Crops. A Noz-Pecan foi incluída no grupo 1C do coco, mas não possui ativos para noz-pecan, desejável seria alteração para o grupo 1A ou 1B melão ou mamão. Neste sentido, Carlos Goulart orienta que devem ser listados os grupos técnicos mais utilizados (fungicidas), e que pode ser criado e encaminhado um relatório via MAPA para esta mudança de grupo. Lembra que devem ser considerados estes fatores com relação as exigências no momento da exportação.


Sobre padrão nacional de qualidade para noz-pecan, Eduardo e Demian relatam que um padrão de qualidade para cultura, auxiliaria na questão da informalidade do comércio, considerando que a maioria são pequenos produtores e o fruto é comercializado sem qualquer tipo de avaliação e auxiliaria também a balizar o preço de venda. O diretor Carlos Goulart informa que ter um padrão de qualidade para muitas culturas é importante, mas é preciso considerar se o setor e consumidor exigem este padrão. Como vantagem, ele cita o padrão que deve auxiliar principalmente para exportação do produto, mas cita que pode haver desvantagem, pois um padrão de qualidade gera maior exigência e fiscalização na comercialização.

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